HISTÓRICO DO EVENTO

A Universidade Federal de Goiás/UFG, Câmpus de Jataí/CAJ, contribui de maneira efetiva para o desenvolvimento da região do Sudoeste Goiano, do Estado e do país. Em seus 33 anos de história (DOURADO, 2001), contribuições desta instituição são significativas, e sem dúvida, a disponibilização de novos profissionais para a sociedade; o desenvolvimento de importantes pesquisas, tanto na área da educação quanto das demais áreas de conhecimento; além dos diferentes projetos de extensão que são desenvolvidos ao longo da história do Campus. Esta instituição mais que triplicou sua participação nos programas de iniciação científica da UFG/CNPq, todos com mérito de acordo com exigências do CNPq.

A presença da UFG em Jatai – GO, constitui-se patrimônio relevante para a cidade e região, oferece os cursos nas áreas de Humanas; Linguística, Letras e Artes; Exatas e Agrárias. Um Evento dessa natureza justifica-se pelo compromisso que a Universidade Federal de Goiás/ UFG, Campus de Jataí/CAJ, desde sua origem, em específico o Curso de Pedagogia, tem em promover ações e atividades que aproximem a comunidade acadêmica e a comunidade em geral e, desse modo, estimulando em sua essência, temáticas significativas e atuais para o campo do debate e da reflexão. Desde a década de 80, esses eventos, embora com denominações diferenciadas, vem constituindo esse cenário: Semana da Mulher Jataiense (1985), Ciclo de Conferências e Debates (1987), Seminário de Psicologia da Educação (2001), Seminário Interno do Programa de Alfabetização Solidária (2002), Semana de Intercâmbio Cultural (1987), Semanas Culturais (1988-1997), Ciclos de Educação (1998-2000) e Simpósio de Educação do Sudoeste Goiano (2002-2006). Essa mudança nas denominações e enfoques dos eventos (semana, ciclos, simpósio, entre outros), decorre da expansão do curso de Pedagogia para outras localidades do Estado, momento em que o debate sobre a educação ampliou-se e, nesse sentido, cabe ressaltar o Simpósio de 2002 que abordou diversas temáticas, dentre elas, as políticas educacionais, a educação inclusiva, a educação infantil e outros aspectos da educação brasileira. Em vista disso, para consolidação do evento contou-se com a colaboração de importantes instituições parceiras como o Centro Federal de Educação Tecnológica – CEFET, hoje Instituto Federal de Goiás (IFG) – Campus Jataí, Secretarias Municipal e Estadual de Educação, Fundação Educacional de Jataí, dentre outras.

Na quarta edição do Simpósio, os cursos de Educação Física, Letras, História e Psicologia foram agregados à sua equipe de organização e realização, justificando, assim, o diálogo e a reflexão entre os diversos olhares no universo da educação nacional, regional e local.
Constituindo-se, portanto, em um espaço de interlocução e considerações nos diversos campos do conhecimento abordados, o evento passou a ser caracterizado, em 2007, como XXIII Congresso de Educação do Sudoeste Goiano. Em sua primeira edição, o tema central foi “Educação e Meio Ambiente: cerrado-patrimônio em extinção”, cujos debates versaram sobre a relação homem-natureza, o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental, além das publicações de pesquisas e estudos desenvolvidos pela instituição a esse respeito.

Em 2008, o XXIV Congresso de Educação do Sudoeste Goiano, a temática abordada foi “Infância, Sociedade e Cultura”, enfatizando a educação e suas relações intrínsecas com a sociedade, a cultura, as histórias social e institucional e suas implicações teóricas e epistemológicas. Apresentou estudos teóricos e pesquisas que investigam as populações infantis, considerando os componentes sociais, culturais e históricos como espaços definidores e/ou influenciadores de práticas educativas de diversos agentes.
Em 2009, dada a abrangência de suas versões anteriores, esse Evento passou a congregar as diversas regiões e Estados brasileiros, definiu-se por realizá-lo a cada dois anos, apresentando-se em sua primeira edição nacional com a temática “25 anos de Universidade no Sudoeste Goiano”, com o objetivo de discutir o papel da Universidade Federal de Goiás, sua relevância social no Sudoeste Goiano evidenciando os avanços trazidos por meio das pesquisas e inovações tecnológicas desenvolvidas e a atenção às possíveis demandas postas pela sociedade, e ainda discutiu o perfil de Universidade Federal de Goiás, enfatizando especialmente suas políticas de inclusão, os conhecimentos produzidos e as intervenções propostas.
Em 2011, em sua 2ª edição nacional, o evento objetivou refletir sobre o papel da educação na contemporaneidade; discutir sobre o conhecimento produzido pela educação em seus diversos campos, além da construção de debates sobre o processo de ensino-aprendizagem, a formação dos sujeitos e as interfaces entre conhecimento e ética.

Em sua 3ª edição bienal, em 2013, o XXVII Congresso de Educação do Sudoeste Goiano, contemplou a temática “Trabalho e Educação: formação do trabalhador e do educador”. Essa temática se justifica pela nossa preocupação, enquanto Universidade pública, em pensar sobre o mundo do trabalho, bem como o conceito de trabalho e o papel da educação na sociedade contemporânea, além de compreender a relação educação e trabalho, situando-a na realidade da sociedade do capital e para além dela. Aproveitando a oportunidade desse evento em que se discutem temáticas sobre o trabalho docente e valorização do magistério, faremos também o primeiro encontro do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID.

Em 2015, o tema escolhido para o XXVIII Congresso de Educação do Sudoeste Goiano foi Direito à Educação: Equidade e Qualidade. Compreendemos que o Direito à educação é parte de um conjunto de direitos chamados de direitos sociais, que têm como inspiração o valor da igualdade entre as pessoas. No Brasil este direito apenas foi reconhecido na Constituição Federal de 1988 em seu artigo 205, antes disso o Estado não tinha a obrigação formal de garantir a educação de qualidade a todos os brasileiros, o ensino público era tratado como uma assistência, um amparo dado àqueles que não podiam pagar. Durante a Constituinte de 1988, as responsabilidades do Estado foram repensadas e promover a educação fundamental passou a ser seu dever.

Em 2017 o tema do XXIX Congresso de educação do Sudoeste Goiano pretende discutir sobre “Cenários de mudanças na política educacional brasileira e os desafios das licenciaturas”. Três áreas nos chama a atenção para discussões mais fecundas: Democracia, trabalho e formação. O conceito democracia nos permite debater a realidade nacional, enfocando os problemas atuais que enfrentamos na educação de uma modo geral, em todos os níveis, incluindo os modos de gestão do atual governo. O tema Trabalho oportunizaria discutir o trabalho dos professores na educação, trabalhos dos TAEs nas escolas e nos sistemas diante dos atuais ataques neoliberais e capitalistas. Por fim a questão da Formação que nos daria condições de debater as condições atuais e futuras, diante das novas políticas que surgem neste momento de grande mudança.

Em 2019 o CONADE problematiza a democracia e Educação. E na discussão e reflexão ter incorporada todas as possíveis outras palavras-chave daí advindas como diáspora, imigração, migração, violência, formação de professores, valorização do trabalho docente, investimentos e políticas na educação básica, entre outras que aos termos principais possam ser agregados a parti do olhar e do pensamento entrecruzado que perpassam as relações entre o local e o mundial e vice-versa. Os principais termos-chave são amplos, mas estão estreitamente relacionados em tempos de crises econômicas mundiais, ataques aos sistemas democráticos e aos direitos fundamentais das populações em cada Estado-Nação. A Educação pública e gratuita, inserida neste contexto também passa por ataques e tem que lidar com um sem número de questões que vão se refletir em seu interior. No Brasil a anacrônica legislação migratória que datava de 1980, visava mais garantir a defesa do território ante as “ameaças” vindas de fora do que propriamente regulamentar as políticas inseridas em uma proposta humanitária, tendo em vista que se avolumam as migrações nas últimas décadas por fatores econômicos e de pessoas que fogem de genocídios, de guerras e solicitam refúgios em diversos países em todos os continentes.